Torturaram pets e foram brincar na Disney

FIM DA 4ª TEMPORADA

Cãozinho Orelha: povo vai às ruas contra impunidade em meio ao maior descrédito já enfrentado pelo Judiciário

Amiga íntima dos pais dos delinquentes, juíza  impediu coleta de provas, comprometendo investigações

Ato em frente à sede do TJ, em Santa Catarina (dia 29)

Manoel Almeida*
31 de janeiro/2026
 

O espancamento seguido de sacrifício do indefeso e dócil Orelha, cão idoso que vivia em praia de Florianópolis, capital de Santa Catarina, explodiu nas redes e ganhou as ruas, reacendendo o debate da redução da maioridade penal e da majoração de pena por maus-tratos e outros crimes graves: a brutalidade foi praticada por menores.

Jovens são a favor da mudança na legislação e da aplicação de penas mais duras. O tema deve ganhar força nesse momento, por ser ano eleitoral. A morte de Orelha (tida por muitos como "assassinato", termo aplicado somente a seres humanos) indignou a população porque a vítima era muito conhecida e querida, e pela crueldade dos meios empregados pelos menores, todos de famílias de alta renda.

Na mesma madrugada e local, os jovens foram filmados afogando outro cão de rua, Caramelo, que conseguiu sobreviver. Houve boicote a comércios e protestos (foto). Novas manifestações foram convocadas, devendo ocorrer amanhã (domingo) em diversos locais, incluindo a Avenida Paulista. 

Seis indivíduos aparecem em um dos vídeos. Somente quatro foram identificados. Fotos deles circulam nas redes há dias. O Tribunal de Justiça determinou que as plataformas removessem as imagens, o que só fez multiplicá-las.

Além do enorme volume de postagens com foto e nome dos garotos em perfis e grupos na internet, material impresso foi espalhado e reproduzido até em painel luminoso numa avenida da capital catarinense. AS AUTORIDADES PERDERAM O CONTROLE DA SITUAÇÃO.

O descumprimento da proibição de expor os infratores dá uma amostra da falta de credibilidade do Judiciário, que enfrenta sua maior crise desde que os desdobramentos do caso MASTER atingiram o topo da pirâmide: o STF. Para piorar, descobriu-se que a juíza responsável pelo caso Orelha é amiga íntima dos pais dos menores e tentou protegê-los.

Apesar do impedimento legal, ela ficou no caso tempo suficiente para que dois dos indiciados deixassem o país, com destino à Disneylândia, e deu ordens para que a polícia não acessasse o conteúdo dos celulares, dificultando o avanço das investigações. A polícia havia pedido quebra do sigilo. Os menores retornaram ao país na segunda e os aparelhos foram apreendidos.

O Tribunal mantém sob sigilo a identidade da magistrada. O Justiça pra Todos divulgará o nome e a foto dela tão logo sejam obtidos. O nome da juíza substituta também não foi divulgado. Por tratar-se de menores, a ação tramita em segredo de Justiça.



(*) Empresário desde 1997, advogado há 16 anos, atualmente licenciado, jurista, crítico, comunicador e comentarista, pós-graduado em Direito Civil e Direito Processual Civil, ex-servidor público judicial, cursando Tecnologia em Investigação Forense e Perícia Criminal



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