As 'Cajazeiras'
JUSTIÇA PRA TODOS | 3ª TEMPORADA
Servidoras de São Gotardo manipularam sindicância contra colega
As primeiras tentativas de incriminação foram contidas por 4 juízes, antes da chegada de Troster à comarca
Manoel Almeida*
30 de agosto/2025
As perseguições que sofri no Fórum — que logo descambariam para TORTURA — tiveram início em meados de fevereiro de 2017, após um breve desentendimento entre mim e ISABEL PESSOA BERNARDES — então assessora do Gabinete —, relativo aos trabalhos na Secretaria. Era uma sexta-feira, final do expediente.
ISABEL e eu éramos do mesmo nível hierárquico. A diferença é que ISABEL era subordinada ao juiz, enquanto eu era subordinado à escrivã, ÂNGELA ALMEIDA RODRIGUES, que estava de férias naquela semana. E foi isso que eu disse a ISABEL na ocasião: que eu não era subordinado dela.
Na segunda-feira seguinte, notei que ISABEL havia mudado drasticamente seu comportamento em relação a mim, passando a me ignorar completamente. Não entrava mais na Secretaria onde eu trabalhava, parou de me chamar pelo ramal e não deixava mais recado. No horário do café, dirigia-se ao local do lanche dando uma volta maior pelo corredor externo, a fim de não passar em frente à minha mesa, como fazia diariamente.
Outros servidores também passaram a evitar contato comigo. Deduzi que fosse devido ao incidente de sexta, e não dei importância. Até que o promotor de Justiça, SÉRGIO ÁLVARES CONTAGEM e PATRÍCIA PEREIRA LACERDA (que trabalhava no Gabinete, junto de ISABEL) começaram a me perseguir. A relação de amizade entre os três era de conhecimento de todos do Fórum.
Patrícia e o promotor passaram a fiscalizar meu trabalho, tentando encontrar alguma brecha para me incriminar. Na época, eu ainda estava em estágio probatório, e informei os fatos à escrivã. A pressão era tamanha que temia ser preso a qualquer momento, sem motivo. A escrivã me orientou a não mais me dirigir ao segundo andar, onde se encontravam os gabinetes — inclusive do promotor de Justiça.
O promotor SÉRGIO tentou, sem sucesso, emplacar processos administrativos contra mim, durante a passagem de quatro juízes: RÊIDRIC VICTOR DA SILVEIRA CONDÉ NEIVA E SILVA, DENES MARCOS VIEIRA, MELCHÍADES FORTES DA SILVA FILHO e RODRIGO DA FONSECA CARÍSSIMO. Cheguei a receber do dr. MELCHÍADES uma advertência não escrita, por causa de uma das falsas acusações.
Com a chegada de ROBERTO TROSTER, em 2018, as coisas mudaram pra pior. ISABEL inventou uma história ridícula, dizendo que eu a teria agredido e ameaçado em duas ocasiões, sendo a primeira naquele incidente no ano anterior. Inventou até a data, dizendo que a primeira “agressão” fora dia “1º de fevereiro de 2017”, uma quarta-feira (não sexta).
A princípio, TROSTER, assim como seus colegas, disse que não era caso de abrir processo. Contudo, acatando ordens do promotor de Justiça, o juiz mandou instaurar a primeira sindicância contra mim, já no primeiro dia útil seguinte após declarar que não o faria. Em seguida veio o primeiro Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Depois o segundo, e o terceiro...
As servidoras ORDALICE ROSA RIBEIRO WATANABE, VÂNIA BEATRIZ MESQUITA TANNURI e ALZELINA ALVES DOMINGUES — as "CAJAZEIRAS" — compuseram a Comissão Sindicante, nomeadas pelo juiz TROSTER a fim de legalizar minha demissão, já estava ajustada com o promotor e a assessora. Nos papéis, a comissão era presidida por ORDALICE, mas a presidência de fato era exercida por ISABEL, tida como “vítima”. A conclusão, sem provas, baseada em falsos testemunhos, foi em meu desfavor. Todas as testemunhas, escolhidas por ISABEL, disseram ter tido atrito comigo. Logo, estavam impedidas de depor.
AS TRÊS COMISSÁRIAS sabiam que as acusações não eram verdadeiras, mas tinham interesse em beneficiar ISABEL, amiga de longa data, diferentemente de mim, recém-chegado de outra cidade. No decorrer dos PADs, as comissárias firmaram um abaixo-assinado, preparado por JOSÉ ANTÔNIO e PATRÍCIA, que me destituiu do cargo de delegado sindical, ato que atestava a falta de isenção. JOSÉ ANTÔNIO e PATRÍCIA também testemunharam a favor de ISABEL.
VÂNIA, cujo marido — LUCIANO TANNURI (foto) — ameaçou me ESPANCAR (fato de conhecimento de TROSTER), e amiga da "vítima", foi considerada "isenta" para apurar o ocorrido. No final de 2017, ano em que eu teria agredido a assessora, VÂNIA, em conjunto com dois servidores, chancelaram a excelência de meu desempenho na Secretaria. Até então, NENHUM BOLETIM havia sido registrado pela SUPOSTA VÍTIMA. Em minha ficha de avaliação não foram mencionadas as graves infrações de que fui acusado — obviamente porque não existiram.
Da mesma forma, nenhuma anotação desabonadora em minha folha funcional naquele ano. Pelo contrário, recebi o conceito "A" (ACIMA DAS EXPECTATIVAS) em TODOS OS TÓPICOS da avaliação de desempenho: “assiduidade” (A), “disciplina” (A), “eficiência”(A), “produtividade” (A), “relacionamento interpessoal” (A) e "responsabilidade" (A). Os documentos constam nos PADs e na ação 5020063-36.2023.8.13.0480, que tramita em segredo de Justiça na 1ª Vara Cível da Comarca de BH.
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(*) Empresário desde 1997, advogado há 16 anos, atualmente licenciado, jurista, crítico, comunicador e comentarista, pós-graduado em Direito Civil e Direito Processual Civil, ex-servidor público judicial, cursando Tecnologia em Investigação Forense e Perícia Criminal
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